ELEVAÇÃO DE CARGA

A humanidade tem-se ocupado com a elevação de cargas praticamente desde que os hominídeos caminharam pela face do planeta. Um dos fatores que distinguiram a espécie das demais passou a ser o carregar e o levar consigo provisões e artigos de que necessitava.

A elevação é um processo simples de se aumentar a capacidade de transporte: uma carga arrastada, ao ser inclinada, tem reduzida sua área de contato com o solo, o que diminui o atrito. Logicamente, este procedimento cobrava um preço, em esforço de elevação, o que não permitia que fosse executado por períodos e percursos indefinidos, por um único indivíduo.

Entre estas noções e a invenção da roda, a humanidade teve de se acostumar com o comportamento dos objetos cilindriformes. À medida que se descobriu que troncos e toras poderiam simplificar a movimentação de cargas, os humanos se depararam com o problema de… erguê-las para cima das toras: iniciou-se então a necessidade da elevação de cargas.

ALAVANCAS

Entre o nascimento do conceito de alavanca e seu equacionamento por Arquimedes, na Grécia antiga, séculos podem ter decorrido. Alavancas são utensílios muito práticos para erguer cargas: uma vez levantadas do chão, é possível conseguir elevação progressiva das cargas, até certo ponto. 

POLIAS

Também chamada de roldana, a polia é subproduto imediato da invenção da roda. Cada polia possibilita reduzir à metade o esforço necessário para se levantar uma carga. Em 1784, George Atwood descobriu que polias podem ser associadas em série, gerando verdadeiras máquinas de elevação. A partir deste ponto, a limitação para a elevação passa a residir na resistência mecânica dos pontos de apoio, das polias e respectivos mancais, e do cordame ou das correntes que integram a máquina de elevação. Evidentemente, esforços transmitidos ao cordame não precisam se limitar à força ou ao peso humano ou animal: motores pneumáticos possibilitam acrescentar massa e torque às máquinas de elevação. Somente cerca de oito décadas depois de Atwood, nasciam as primeiras transmissões por engrenagens.

VANTAGENS

O mercado de manipuladores de carga pneumáticos evoluiu para atender às necessidades de agilização das operações de transporte e armazenagem. A SEMAN nota que a produção industrial no país aumentou, mas está limitada a aplicações de equipamentos mais simples que pouco auxiliam na produtividade e na facilidade de operacionalização da carga. Os manipuladores de carga pneumáticos permitem o aumento de produtividade. E uma das exigências do mercado usuário é a otimização de espaço, segurança, e a redução de avarias de produtos e de custos. Dentre as tecnologias criadas pela SEMAN, visando produtividade, estão os controles pneumáticos, ampliando a interatividade entre os manipuladores e os processos envolvidos, além do aumento na capacidade de elevação da carga, possível pelo uso de materiais mais resistentes, compatíveis com altas temperaturas. Na indústria automobilística, a SEMAN, sensível às necessidades, desenvolveu para a Mercedes Benz do Brasil um Sistema de Movimentação de Carga Pneumático, que permite melhoria ergonômica na operação da movimentação de carga e o aumento da produtividade nos processos de manufatura. O sistema consiste em uma ponte rolante do tipo KBK, com Balancim Vertical SEMAN de acionamento pneumático com capacidade de até 250 Kg e o dispositivo projetado com pega de montagem de roda de caminhão. Segundo Sr. José Roberto Mello, Mercedes Benz do Brasil, houve melhorias significativas com a utilização do equipamento. O sistema desenvolvido permite manipulação de rodas de ônibus a partir de racks, dispostos ao lado da linha de produção: com o pega projetado pela SEMAN é possível acoplar uma roda de caminhão ao chassi do veículo com o mínimo de esforço para o operador da linha de produção, otimizando a eficiência no processo produtivo.